Não há Educação sem boniteza.

Paulo Freire

terça-feira, 14 de março de 2017

Crianças com Síndrome de Down: Interação Social na Escola.



    Crianças com Síndrome de Down: Interação                                         Social na Escola.

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Inclusão Escolar.

Pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP concluiu que crianças com Síndrome de Down apresentam características de interação social muito semelhantes às das crianças com desenvolvimento típico, ou seja, sem comprometimento motor, cognitivo e sensorial.
O resultado do trabalho da terapeuta ocupacional Patrícia Páfaro Gomes Anhão, reforça a importância do processo de inclusão escolar desta população e pode dar tranquilidade aos pais dessas crianças.

O Estudo.

A pesquisa foi realizada com seis crianças com diagnóstico de Síndrome de Down e outras seis com desenvolvimento típico, por meio de quatro baterias de filmagens de quinze minutos cada, no ambiente de cinco escolas diferentes da rede municipal de ensino em Ribeirão Preto. As crianças foram filmadas em sala de aula e ambientes de lazer e recreação. Foram analisadas as habilidades sociais das crianças dos dois grupos, sempre comparando uma de cada grupo, do mesmo sexo e idade.
As habilidades foram divididas em dois grupos. As interpessoais, que são as de interação com outra criança, com o adulto, com objetivos, disputa de atenção da educadora, ocorrência de brigas ou agressões, existência de autodefesa, o estabelecimento de contato inicial com outras pessoas, o brincar junto, com objetos diferentes e com o mesmo tipo de objeto. Outro grupo analisado foi o de habilidades de autoexpressão, como o choro, riso, ficar sozinho, cantar, imitar outras crianças e imitar a educadora ou pais.

Sem Diferenças Significativas.

Na análise comparativa, a pesquisadora observou que as crianças com Síndrome de Down só se diferenciaram do grupo com desenvolvimento típico em dois comportamentos: elas imitaram outras crianças com maior frequência. "Eles observam e copiam mais, mas de um jeito próprio. Esses resultados condizem com o que já foi descrito na literatura"; quanto ao comportamento de estabelecer contato inicial, o grupo com desenvolvimento típico apresentou maior frequência. Segundo a pesquisadora, que trabalha no Setor de Estimulação Precoce da APAE, em Ribeirão Preto, isso ocorreu, talvez, pelo fato das crianças com Síndrome de Down serem mais passivas. "Outros treze comportamentos analisados não apresentaram diferenças significativas".

Ensino Regular e Ensino Especial.

Patrícia diz que a idéia inicial da pesquisa era ajudar os pais a entenderem porque seus filhos precisaram do ensino regular e não só do ensino especial.
O processo de inclusão teve início com a Constituição de 1988. Após a Constituição, o Brasil, em 1994, se tornou também signatário da Declaração de Salamanca, Espanha, que surgiu durante a Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais. Nessa Declaração ficou enfatizada a necessidade de transformação dos sistemas educativos visando atender a todas as crianças, jovens e adultos, contemplando as suas características e necessidades específicas.
A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, publicada em 1996, em seu artigo 58, reforçou o que garantia a Constituição. E em 2007, o governo Federal lançou o Plano Social que previa a adaptação das escolas públicas, visando a inclusão das pessoas com deficiência até 2010. "Quando nós, profissionais, nos deparamos com esse processo, precisamos explicar aos pais sobre a necessidade de inclusão dos seus filhos no ensino regular e não só no ensino especial. Vimos toda a aflição desses pais. Daí surgiu a idéia da pesquisa, pois a interação é a primeira fase desse processo. Esse processo, apesar de já ter se iniciado há quase 15 anos, ainda causa medo e angústia."
A pesquisadora lembra que existem outros trabalhos sobre interação social de crianças com Síndrome de Down, mas o seu é o primeiro com essa faixa etária. "Na literatura médica existem outros trabalhos de pesquisa sobre interação de crianças com Síndrome de Down, mas matriculadas no ensino fundamental. Os resultados foram diferentes. Nessa faixa etária a interação social é reduzida e compartimentalizada. Mas deve-se levar em conta que o adolescente tende mesmo a reduzir seu círculo de amizades".

Desafio da Inclusão.

Para concluir, a pesquisadora lembra que o processo de inclusão é um desafio tanto para as crianças com deficiência, como para seus colegas e professores: "A inclusão não é só para a pessoa com deficiência, é para todos que têm algum tipo de dificuldade. Esse é o repensar da educação, em todas as suas situações, é um processo de formação de cidadãos", avalia.
"A pesquisa constatou que eles podem ter muito mais ganho nessa interação do que se imagina", afirma Patrícia. "O estudo também vai contribuir para que surjam novas pesquisas sobre outros aspectos da relação dessas crianças com o meio, na faixa etária de três a seis anos, a chamada primeira infância, uma vez que a interação social é um dos principais aspectos do seu desenvolvimento".

SER DIFERENTE É MAIS QUE ESPECIAL


SÍNDROME DE DOWN E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA!



                      SÍNDROME DE DOWN E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA!




Ao abordar uma síndrome, nos referimos a um conjunto de características, que pode envolver diversos âmbitos:
  • Cromossômico;
  • Sensorial;
  • Comportamental;
  • Desenvolvimento.
No caso da síndrome de down, envolve todos os âmbitos acima citados, sendo que temos diversos níveis de comprometimento, além das possíveis comorbidades que podem vir associados ao quadro, lembrando que cada caso é único. Todos também apresentam habilidades e se faz necessário desconstruir rótulos e visar uma proposta inclusiva visualizando o aluno e não apenas o diagnóstico.
Devemos considerar a existência do comprometimento intelectual, o qual interfere na compreensão, consequentemente se faz necessário, ao contexto escolar proporcionar adaptações curriculares, condizentes as necessidades cogntivas de cada caso.
Muitas escolas e pais buscam oferecer uma inclusão de qualidade, mas não encontram orientações adequadas, as necessidades que vivenciam com seus alunos, pois não basta encontrar caminhos teóricos, pois a dificuldade encontra – se em articular com a prática.
Segue algumas sugestões que poderão qualificar a prática pedagógica e familiar:
Orientações para o ambiente FAMILIAR e ESCOLAR referente aos casos na educação infantil:
  • Estimular em todos os momentos de maneira lúdica, contextualizada e com recursos sensoriais ( visual, tátil, auditiva, gustative e olfativa );
  • Sugiro que explorem diversos espaços no ambiente familiar, escolar e social, proporcionar regras e limites, conforme os respectivos ambientes que estiver inserido;
  • Proporcionar momentos de diálogo, contação de histórias com o uso de imagens, música, esportes e expressão corporal;
  • Estimular as áreas do conhecimento: psicomotricidade, linguagem oral e escrita, raciocínio lógico matemático, habilidades sociais e atencionais, através de recursos audiovisuais;
  • O melhor momento de buscar acompanhamento terapêutico é quando se depara com o diagnóstico, nos setores, conforme as prioridades de cada caso, como por exemplo: fonoaudiologia, fisioterapeuta, psicopedagoga, terapeuta ocupacional, entre outros necessários.
Orientações para o ambiente FAMILIAR referente aos casos à partir do 1º ano do ensino fundamental:
  • Delegar responsabilidades para que possa obter compromissos com o estudo, como por exemplo: separar e guardar o seu material, organizar sua mochila, selecionar o conteúdo que deverá estudar para prova, etc…;
  • No momento das lições de casa orientá – lo de maneira que o conduza a pensar sobre a resposta sem transmitir a resposta correta e respeitando o seu ritmo de aprendizagem e principalmente no momento do registro;
  • Orientar que o momento de estudar para prova deverá ocorrer com antecedência, pois um dia antes não será o suficiente, mas se conseguir todos os dias separar ao menos trinta minutos e no máximo duas horas ao lado do filho (a). O mesmo irá conseguir memorizar e compreender o conteúdo com mais facilidade e o momento anterior a prova não se tornará um martírio para os pais e o respectivo filho;
  • Estimulá – lo através do elogio, mostrando que acredita em seu potencial e que é capaz de executar a respectiva tarefa com qualidade;
  • Proporcionar regras e limites, conforme o ambiente que estiver inserido;
  • No momento de leitura esteja ao seu lado e solicite que realize em voz alta, pois assim diminui a probabilidade em se distrair, mas é importante que esta leitura ocorra em pequenos trechos e após a mesma solicite que relate o que compreendeu, em seguida escreva da maneira que verbalizou, caso não tenha compreendido a pessoa que estiver acompanhando – o deverá ler o respectivo trecho e posteriormente solicitar que explique o que entendeu, desta forma poderá interpretar melhor o conteúdo.
Orientações para o ambiente ESCOLAR referente aos casos à partir do 1º ano do ensino fundamental:
  • Primeiro passo do educador é aplicar a avaliação diagnóstica em todos os alunos, independente de serem laudados, pois assim serão identificados os pré requisitos de aprendizagem, analisando os casos de inclusão, é primordial está estratégia para promover a adaptação curricular, sendo que a mesma será temática, conforme o conteúdo abordado em sala, mas será aplicado aos respectivos casos de maneira menos elabarada;
  • Orientá – lo durante a elaboração de sua atividade de maneira que o conduza a pensar sobre a resposta sem transmitir a resposta correta e respeitando o seu ritmo de aprendizagem e principalmente no momento do registro;
  • Sugiro que sente na frente para que possa focar mais atenção ( de preferência no centro da sala );
  • Sugiro o uso de material concreto e recursos audiovisuais, não apenas para os casos de inclusão, mas com certeza irá contribuir para os demais alunos;
  • Dependendo do resultado da avaliação diagnóstica pedagógica e das orientações dos profissionais que acompanham os casos de inclusão, sugiro que as avaliações sejam adaptadas e que possam ser aplicadas individualmente, e que respeitem o ritmo de execução de cada aluno;
  • Necessitam de atenção individualizada em sala de aula e principalmente no momento da execução das atividades propostas e no auxílio da compreensão das mesmas.
Espero ter contribuido com a prática pedagógica e familiar, estou à disposição para maiores esclarecimentos, em meu site terão acesso aos vídeos no canal aberto do youtube, se preferir obter mais conhecimento poderá se inscrever no canal fechado. Disponibilizo materiais exclusivos para assinantes, psicopedagogos e profissionais da educação que buscam supervisão e as escolas que contratam minha consultoria psicopedagógica. CONSULT – Consultoria Psicopedagógica Daniela Trigo. Contato 13 – 9962 52 962.
http://dauzito.com.br/2017/03/

Tirinhas do Dauzito #2 - Contágio! - Down

Tirinhas Dauzito #1 - Borboletas! - Down

SÍNDROME DE DOWN



 fonte: imagens encontradas na internet