Não há Educação sem boniteza.

Paulo Freire

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Dislexia


 Dislexia




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   Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.

   Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

   Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.

                                          Sinais de Alerta


   Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (vide adiante), mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".


Algumas atividades que podem auxiliar alunos disléxicos durante as aulas:

Apostila da Corpe (Centro de Observação e Reeducação Psicoeducacional Ltda)

Clique nas imagens para ampliar!




















      

Haverá muitas vezes :
 disgrafia (letra feia);
 discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
 dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;
 dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
 dificuldades para compreender textos escritos;
 dificuldades em aprender uma segunda língua.
Haverá às vezes:
 dificuldades com a linguagem falada;
 dificuldade com a percepção espacial;
 confusão entre direita e esquerda.

Pré -Escola
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
 Dispersão;
 Fraco desenvolvimento da atenção;
 Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
 Dificuldade em aprender rimas e canções;
 Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
 Dificuldade com quebra cabeça;
 Falta de interesse por livros impressos;

O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.

Idade Escolar
Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:· Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
 Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
 Desatenção e dispersão;
 Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
 Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
 Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
 Confusão entre esquerda e direita;
 Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
 Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
 Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
 Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
 Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
 Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)
 Troca de letras na escrita;
 Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
 Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
 Bom desempenho em provas orais.

Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.
Adultos
Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades;
 Continuada dificuldade na leitura e escrita;
 Memória imediata prejudicada;
 Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua; 
 Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
 Dificuldade com direita e esquerda;
 Dificuldade em organização;
 Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.

Fonte: http://www.dislexia.org.br

Atividades adaptadas para alunos com deficiência intelectual


Atividades adaptadas para alunos com deficiência intelectual 

Gente, esse texto faz parte do nosso #janeiroreab e é mais uma participação dos leitores! Desta vez, um professora capacitada neste universo das adaptações e da educação especial, veio dividir conosco umas ideias!! Obg, Fabiana!! Abaixo vocês encontram o as informações completas (título, texto e imagens enviadas para nós!). =) 
Atividades a partir de propostas de adaptação e adequação curricular- alunos com deficiência intelectual incluídos na rede comum de Ensino e atividades meio para desenvolvimento de habilidades relacionadas à habilidades escolares
Trabalho principalmente com alunos que apresentam deficiência intelectual e déficit de aprendizagem  e se encontram matriculados na rede comum de ensino em duas situações : uma em atendimentos de sala de recursos e outra em atendimentos de Psicopedagogia  -Educação Especializada.
Mediante as situações oferecidas em sala de aula, para que o conteúdo torne-se mais claro e acessível há a necessidade de alguns ajustes para favorecer a compreensão e apreensão do assunto trazido, favorecendo a formação da imagem mental tão necessária para alunos com deficiência intelectual. Assim o uso da comunicação alternativa torna-se excelente ferramenta para viabilizar este acesso e compreensão das atividades, bem como das preferências e escolhas por determinados temas ou personagens, principalmente quando trabalhamos com alunos que apresentam TEA (Autismo).
Envio assim algumas experiências realizadas em intervenções:
-Atividade 1: Proposta do professor  da rede comum-acrescentar a letra “H” nas palavras para ver nova formação
Nesta atividade o aluno atendido ainda apresenta-se em nível de escrita silábico alfabético e se beneficiou deste ajuste na atividade, que seria apenas de escrita à alunos que encontram-se em nível mais avançado. Pela defasagem cognitiva, a mera substituição não faria sentido, nesse caso foi oferecido repertório de imagem visual para compreensão do significado da nova palavra.
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– Atividade 2: Adequação de parlendas
Nesta situação a apresentação da parlenda através da comunicação alternativa favoreceu a compreensão da frase e possibilitou a memorização, aspectos de leitura intuitiva, sequência e ordenação, ampliando sucesso na escrita via memória, requisito exigido na série cursada pelo aluno.
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– Atividade 3: Brincando para resolver operações
Esta atividade torna-se mais interessante com o ajuste de uma brincadeira antiga usada pelas meninas na escola. Modifica a resolução simples das operações, que era complicada para o nível de aprendizagem da aluna, onde a partir do emprego de cores nas operações a atividade se ajusta na busca da respectivas cores, no convite à resolução com apoio concreto da operação e finaliza com a confirmação da resposta da operação  acompanhada da resposta por extenso a completar a cruzadinha, estimulando assim a leitura e ajuste justificado da escrita.
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– Atividade 4: Formação de palavras
A proposta pode ser a partir de formação aleatória como no caso do boliche, onde as peças que caem através do lance da bola são registradas para obter a formação da palavra ou o caso de atividade dirigida estimular o cumprimento da tarefa de casa que propõe junção de silabas para tal formação, viabilizando-as através do desfile das “Pollys” , brinquedo de interesse da criança atendida.
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Estratégias diversas :
– Use brinquedo para incentivar a leitura, associação de palavras x objetos e a categorização;
– Use fita crepe, tintas e carrinhos, carimbos e massinha para estimular coordenação viso-motora, aprimorar habilidades de preensão ;
– Geoplano para desenvolver aspectos de percepção, elaboração, espaço, formas e medidas, reprodução de imagens;
-Objetos do interesse e de coleções da criança para categorização, classificação, agrupamento, ordenação, noções de conjunto e quantidade;
– Objetos reais e do cotidiano para desenvolver percepções e compreensão de medidas e suas variações de forma significatica, valorizando os registros através de desenho para depois atribuir significado numérico;
– Encartes de revistas para criar quebra cabeças e possibilitar percepções de posições no espaço;
– Personagens do interesse para que a criança desenhe e construa seu silabário e jogos temáticos favorecendo a alfabetização;
-Pastas com plástico, atividades em sulfite envoltas em papel contact  e canetão de lousa branca para riscar,brincar e apagar para uso com outras situações e crianças.
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Por:  Fabiana Squarizzi Alves- Professora Especialista em Educação Especial , Psicopedagoga em atendimento voltado à assessoria inclusiva,adaptação e flexibilização curricular , Professora do curso de Pedagogia FECGS na disciplina de didática,estratégias e recursos da aprendizagem de alunos com Necessidades Especiais. alvesquarizzi@live.com
 fonte:https://www.reab.me/atividades-adaptadas-para-alunos-com-deficiencia-intelectual-janeiroreab/