Não há Educação sem boniteza.

Paulo Freire

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Dislexia







Dislexia - Dicas para Pais

Dislexia - Dicas para Pais


Dislexia
Dicas para pais de disléxicos para ajudar no dia-a-dia. Dicas para pais de disléxicos tornando o ambiente familiar calmo e relaxante, sem ansiedade, inquietação e zanga.


Disléxicos e Pais

Como qualquer criança, os disléxicos necessitam do apoio dos pais. Não só para a satisfação das suas necessidades imediatas e físicas, mas também para os ajudar a criar mecanismos para ultrapassar as suas dificuldades.

Usar exercícios criativos que envolvam a memória, tais como recitar poemas infantis em conjunto, ler poemas, utilizar mímicateatrofalar de imagens, utilizar a ação, os jogos de tabuleirojogar a paresaplaudir as sílabas e cantar músicas, podem ser muito úteis.

Trabalhar a autoestima da criança também é fundamental.
Lembre-se que esta é minada constantemente na escola, a criança ou adolescente com dislexia ouve, de forma diária, que não é capaz, que não é igual, que não contribui de forma significativa e por isso não é bom. A família deve contrabalançar e fornecer à criança toda a segurança que esta necessita, salientando os aspetos positivos.

Dicas para Pais de Disléxicos

Estas são algumas dicas/estratégias para pais que poderão revelar-se importantes:

*Incentivar a prática de exercício físico, em que se promova o atirar, capturar, chutar bolas, saltar e treinar o equilíbrio.

*Incentivar a prática de atividades lúdicas e artísticas, como dança, pintura ou outra que a criança se sinta inclinada.

*Incentivar o gosto pela leitura, usando a linguagem dos livros — as imagens, as palavras e as letras — para perceber que os livros podem ser analisados, lidos e desfrutados, vezes sem conta.

*Mostrar como segurar num livro, de que forma ele abre, onde começa a história, onde é o topo da página e que direção segue o texto, apreciar as imagens.

*Promover o aspecto cultural: visitar museus, assistir peças de teatro ou musicais,conhecer outras cidades, etc.

*Ajudar a criança disléxica a aprender a seguir instruções, por exemplo, “por favor pega no lápis e coloca-o na caixa”, e fazer gradualmente sequências mais longas, por exemplo, “ir à prateleira, encontrar a caixa vermelha, trazê-la para mim”. 

*Incentivar a criança disléxica a repetir a instrução antes de a realizar.

Dislexia e como fazer os trabalhos de casa

O ambiente no qual a criança com dislexia faz o trabalho de casa tem de ser o adequado às suas necessidades e não de acordo com aquilo que se considera mais estável ou eficaz. 
Muitas vezes crianças e adolescentes com esta dificuldade de aprendizagem trabalham melhor  com barulho ou música ao seu redor ou preferem escrever no chão em vez de utilizar a secretária. 
Permita que a criança realize os seus trabalhos de casa da forma que for mais eficaz para ela, aliás é importante ajudar a criança a identificar qual é essa forma.
A concentração da criança disléxica rapidamente desaparece e por isso elabore um calendário/horário com a criança ou adolescente com períodos curtos de estudo e realização de tarefas escolares. 
Faça intervalos regulares em que pode ouvir música ou outra atividade do seu agrado. Se respeitar o planeado a criança sentirá que o seu espaço foi respeitado e irá cumpri-lo. Se for mais pequena vai necessitar de ajuda de um alarme ou outra coisa sonora para avisar que o intervalo terminou e o estudo recomeça.
É importante, dentro do possível, criar um ambiente descontraído, sem irritação ou ansiedade para que o disléxico não se sinta pressionado e isso afete o seu comportamento e execução de tarefa.

Programa de Tratamento da Dislexia nas Escolas

Programa de Tratamento da Dislexia nas Escolas

Escolas terão que se adequar e aplicar o programa de  tratamento da dislexia, se aprovado o documento em anexo.
Tive acesso pela Psicopedagoga Simaia Sampaio em seu BLOG.
Estou repassando pois considero relevante para nós pais, professores e especialistas.
Confira!


AGÊNCIA CÂMARA 10/06/2012 23h00 

O diagnóstico e o tratamento do transtorno serão feitos, de acordo com o texto, por equipe multidisciplinar.



Conforme a proposta, as escolas deverão ter material didático para aprendizagem de crianças e adolescentes disléxicos. Além disso, os professores da rede de ensino receberão cursos sobre o assunto.

O diagnóstico e o tratamento do transtorno serão feitos, de acordo com o texto, por equipe multidisciplinar, com a participação de educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos.
Dislexia

A dislexia é um transtorno de aprendizagem de leitura crônico, de origem neurobiológica. É o distúrbio de maior incidência nas salas de aula e atinge entre 5% e 17% da população mundial, segundo a Associação Brasileira de Dislexia.


Fonte: 
Correio do Estado da Bahia
 

Disléxicos-Dicas/Materiais de Auxílio

Disléxicos-Dicas/Materiais de Auxílio


A melhor abordagem perante uma aluno disléxico é a multisensorial, ou seja facilitar a aprendizagem utilizando todos os meios disponíveis: visual, auditivo, oral, tátil e cinestésico. Esta abordagem permite que o aluno use os seus pontos fortes. 

Assim, algumas dicas que poderão ajudar o professor no contexto de sala de aula:
-Interessar-se genuinamente pelo aluno disléxico e pelas suas dificuldades e especificidades e deixar que ele perceba esse interesse, para se sinta confortável para pedir ajuda;
-Na sala de aula, posicionar o aluno disléxico perto do professor, para receber ajuda facilmente;
-Repetir as novas informações e verificar se foram compreendidas;
-Dar o tempo suficiente para o trabalho ser organizado e concluído;
-Ensinar métodos e práticas de estudo;
-Encorajar as práticas da sequência de ver/observar, depois tapar, depois escrever e depois verificar, utilizando a memória;
-Ensinar as regras ortográficas;
-Incentivar o uso do computador como ferramenta de digitação de texto;
-Incentivar o uso do corretor ortográfico de um processamento de texto;
-Permitir a apresentação de trabalhos de forma criativa, variada e diferente: gráficos, diagramas, processamento de texto, vídeo, áudio, etc;
-Criar e enfatizar rotina para ajudar o aluno disléxico adquirir um sentido de organização;
-Elogiar,de forma verdadeira, o que aluno disléxico fizer ou disser bem, dando-lhe a oportunidade de “brilhar”;
-Incentivar a participação em trabalhos práticos;
-Nunca partir do pressuposto que o aluno disléxico é preguiçoso ou descuidado;
-Nunca fazer comparações com o resto da turma;
-Não pedir ao aluno disléxico para ler em voz alta na sala de aula;
-Não corrigir todos os seus erros (evitar o uso da cor vermelha, para não ser tão evidente os seus erros);
-Não insistir na reformulação, a menos que exista um propósito claro.

Quando se pretende criar algum tipo de material para disléxicos é importante ter em atenção vários fatores que podem facilitar a compreensão dos conteúdos:
-Use um tipo de letra clara e direita, tipo verdana, no tamanho 12 ou superior, preferencialmente num tom escuro;
-Use espaçamento de 1,5 ou 2;
-Opte pelo negrito em vez de itálico ou sublinhado;
-Use texto não justificado ou justificado à esquerda, os espaços brancos distraem o leitor disléxico;
-Faça frases e parágrafos curtos e objetivos;
-Estruture o melhor que for possível: use títulos, listas com números ou bolas, esquemas;
-Comece sempre uma nova frase no início da linha e não no fim da frase anterior;
-Opte pelas colunas em vez de linhas compridas;
-Use um fundo claro, mas sem ser branco;
-Use e abuse de imagens ou gráficos, ajuda o disléxico a reter a informação;
-Não use abreviações e evite a hifenização;
-Use caixas de texto, caneta marcador para evidenciar partes importantes.

Os pais precisam também aceitar o quadro e auxiliar.No coletivo,Família e Escola, os resultados serão mais eficazes. A seguir algumas dicas/estratégias viáveis e importantes:
-Incentivar a prática de exercício físico, em que se promova o atirar, capturar, chutar bolas, saltar e treinar o equilíbrio;
-Incentivar a prática de atividades lúdicas e artísticas, como dança, pintura ou outra que a criança se sinta inclinada;
-Incentivar o gosto pela leitura, usando a linguagem dos livros — as imagens, as palavras e as letras — para perceber que os livros podem ser analisados, lidos e desfrutados, vezes sem conta;
-Mostrar como segurar num livro, de que forma ele abre, onde começa a história, onde é o topo da página e que direção segue o texto, apreciar as imagens;
-Promover o aspecto cultural: visitar museus, assistir peças de teatro ou musicais,conhecer outras cidades, etc
-Ajudar a criança disléxica a aprender a seguir instruções, por exemplo, “por favor pega no lápis e coloca-o na caixa”, e fazer gradualmente sequências mais longas, por exemplo, “ir à prateleira, encontrar a caixa vermelha, trazê-la para mim”. Incentivar a criança disléxica a repetir a instrução antes de a realizar.

Fonte: http://educaja.com.br

Dislexia e Discalculia


                                     Dislexia e Discalculia


Como atendo crianças no processo inicial de alfabetização, encontro aprendizes que precisam de mais estimulação e acompanhamento por outros especialistas.Conversar com a família e fazer levantamento da história pode ser um excelente instrumento de investigação e abordagem para as famílias e nós profissionais da educação. Assim poderemos  auxiliá-las de modo mais eficaz. 
Falo do Bloqueio com Letras e Números que merece atenção e reflexão.O texto abaixo nos remete a  esta questão e por isso compartilho. 

(Rosangela Vali)

Crianças com baixo rendimento escolar podem ser portadoras de transtornos como a dislexia e a discalculia.
Dificuldade de ler, escrever ou fazer cálculos básicos de adição e subtração. Simples atos que fazem parte da educação de qualquer criança podem ser um obstáculo para aquelas diagnosticadas com dislexia ou discalculia, desordens neurológicas que prejudicam o curso normal do processo de aprendizagem.

Elas não são desleixadas nem pouco inteligentes. A dificuldade em realizar cálculos simples de soma e subtração pode indicar problemas mais graves. O tratamento inclui psicoterapia e, em alguns casos, medicação específica.

A dislexia é um transtorno genético e hereditário que compromete habilidades envolvendo a leitura, a escrita e a interpretação de textos com fluência. Os principais sintomas começam a surgir entre 6 e 8 anos de idade, quando é esperado que a criança apresente um bom desempenho durante o período de alfabetização.

"Normalmente, o diagnóstico formal de dislexia é feito no ensino fundamental. A criança tende a ler de forma mais lenta, silabada e frequentemente não apreende bem o conteúdo", afirma a psiquiatra Maria Antonia Serra-Pinheiro, presidente do Centro Integrado de Psiquiatria da Criança e Adolescência. Segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD), o distúrbio afeta 15 milhões de brasileiros.

Os sintomas da discalculia são observados na mesma faixa etária (por volta dos 8 anos), quando a criança apresenta um bloqueio em relacionar números e executar cálculos. Também possuem dificuldade em assimilar noções de medidas, sequências, tempo e dinheiro. "Existem testes padronizados que avaliam as habilidades matemáticas e que levam em conta a idade da criança. Portanto, espera-se que ela consiga desempenhar tais habilidades caso tenha sido submetida a uma escolarização adequada". No Brasil, estima-se que de 5% a 7% da população apresenta discalculia.

Tanto a dislexia como a discalculia são transtornos específicos, já que a criança não registra dificuldades cognitivas generalizadas ou perda intelectual. Assim, o diagnóstico de dislexia e discalculia pressupõe que os problemas na área da leitura e da matemática vão além de qualquer deficiência que a criança possa apresentar em outras áreas.

"Má escolarização, deficiências auditivas e visuais naturalmente podem prejudicar a aquisição de habilidades matemáticas e de leitura. Mas quando se obtém o diagnóstico concreto, entende-se que a dificuldade da criança não se justifica por esses motivos". A psiquiatra também ressalta a importância de ficar atento para a detecção e o tratamento precoce, afim de diminuir as dificuldades e as possíveis frustrações na vida escolar e laboral.

Como tratar?

O tratamento não envolve medicamentos, mas exercícios intensivos que estimulam as habilidades nas quais o indivíduo é deficiente (são realizados em consultório e em domicílio). Fonoaudiólogos, pedagogos, psicólogos e neurologistas são os profissionais que auxiliam nesses procedimentos.

"Medicações são usadas somente em condições que podem surgir em conjunto com estes distúrbios, tais como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. A psicoterapia pode ajudar a criança a lidar com dificuldades secundárias, como baixo desempenho escolar e autoestima".

Avanços em curso!

Hoje, o conhecimento das causas que levam ao mau desempenho escolar está mais difundido. Alunos, que antes passavam por displicentes, irresponsáveis ou pouco inteligentes, são vistos com maior cuidado e atenção, o que possibilita identificar as causas específicas. "É um excelente avanço, pois dá margem a abordagens terapêuticas direcionadas ao problema que o aluno apresenta", diz a médica.

fonte:http://psicopedagogialudica.blogspot.com.br/search/label/Dislexia

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

ENCONTROS e DESPEDIDAS














Encontros e Despedidas
Milton Nascimento
 
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Mande notícias
Do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando...

Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero...

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai
Prá nunca mais...

Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir...

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem
Da partida...

A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...

Lá lá Lá Lá Lá...

A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
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BRINCADEIRAS NA ESTIMULAÇÃO DE CRIANÇAS COM AUTISMO (TEA)



BRINCADEIRAS NA ESTIMULAÇÃO DE CRIANÇAS COM AUTISMO (TEA)

Como já se sabe, o tratamento do Autismo deve ser sempre interdisciplinar e as evidências têm mostrado que as estratégias mais eficazes envolvem atividades que envolva a criança com Autismo com outras pessoas e em sequências compartilhadas que tenham começo-meio-fim e sentido social.  Dentre estas atividades, ressalta-se a utilização de brinquedos que possam auxiliar no seu desenvolvimento motor, social e sensorial.
Os brinquedos e as brincadeiras que devem ser adotadas nos processos de estimulação de crianças com Autismo precisam, antes de tudo, serem adequadas de acordo com o perfil da criança que se quer estimular. Devem ser prazerosos, agradáveis, desejados e não podem gerar medo, suspeição ou enojamento. Sabemos que estas crianças são hipersensíveis e costumam ter grande repúdio por determinadas cores, sons, texturas e paladares e um brinquedo deve ser sob medida para esta ou aquela criança.
Podemos assim, sob o ponto de vista de modo de estimulação, ter brinquedos para desenvolver 4 eixos neuropsicomotores de crianças com Autismo:  coordenação motora grossa, motora fina,  interação social e integração sensorial. Vamos aos brinquedos e às brincadeiras: sanduíche de criança,  procure a múmia, movimentar a criança dentro de uma caixa, conduzir a criança estando em cima de um lençol, atravessar túnel de pernas, balançar na rede,  procurar com olhos vendados, esconde-esconde,  pula cores, etc.  Estes brinquedos não são barulhentos e apenas se utilizam de regras simples com a participação de outras crianças.  Ajuda a estimular coordenação olho-pé, identificar cores e nomes, consciência espacial, auxilia a socialização, esperar a vez, começar e terminar, consciência corporal.
O uso de quebra-cabeças, cartas de cores, materiais de encaixe, identificação de faces auxilia a criança a estimular sua consciência de emoções faciais, coordenação motora fina, estimula identificação de faces e aumenta a sensibilidade proprioceptiva.  Estes brinquedos são constituídos de formas e detalhes que levam a criança a cumprir etapas e objetivos bem definidos, o que ajuda muito a criança com autismo a cumprir tarefas até o fim. Jogos constituídos de cheiros, paladares, texturas e sons também podem ser úteis na medida que podem avaliar a aptidão da criança pelos diversos estímulos sensoriais e desenvolver outras aptidões por novos estímulos.
Deve-se lembrar que é comum Autistas gostarem de atividades com água, pedaços de espuma, caixas de areia e itens que envolvam balanços. Nestes casos, o brinquedo ajuda a relaxar e traz imenso prazer. Podem ser acionados nos casos de estresse e agressividade. Nunca é demais comentar que normalmente estas crianças se sobrecarregam rapidamente e ficam enjoadas ou irritadas com muitos estímulos e, assim, temos que apresentar estes estímulos pouco-a-pouco e paulatinamente e mais das vezes, dar a oportunidade de brincar um pouco sozinho para descansar.

Assista nossa live sobre sobre Brincadeiras no TEA

FONTE:http://entendendoautismo.com.br/artigo/brincadeiras-na-estimulacao-de-criancas-com-autismo-tea/